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Minha tirinha em outro continente

Um convite inesperado chegou a mim em agosto de 2023. Ter uma tirinha minha fazendo parte de uma revista que seria lançada e veiculada em Portugal no início de 2024, trazendo notícias e pautas importantes para, principalmente, o público brasileiro que reside no território estrangeiro.

Fiquei feliz e aceitei. Que oportunidade incrível poder alcançar novas pessoas. O que me preocupava era pensar em como tratar de temas que possam tocar e falar diretamente com as pessoas leitoras da futura Revista Brasil Já, para trazer questionamentos e reflexões, principal objetivo que tenho com minhas artes.

Pesquisei um pouco sobre relatos de pessoas brasileiras que vivem em Portugal, e até de outras nacionalidades e me deparei com o principal problema enfrentado além do racismo, que é a xenofobia. São falas dolorosas e bem impactantes.


A partir daí comecei a pensar na narrativa que gostaria de seguir, e o que me veio de cara foi uma realidade que esbarrava com a minha em alguns aspectos. Uma mulher negra, mãe solo, lutando para a construção de uma vida profissional estável, com uma filha pequena. Os atravessamentos dela são parecidos com os meus, mas ela habita um local onde é minoria, uma posição em seu trabalho que incomoda aos colegas, e apesar de eu não colocar isso de forma explícita, está distante de uma rede de apoio e parentes.

Acredito que essa realidade poderia se aproximar de algumas pessoas brasileiras que vivem em Portugal, além de pessoas negras que vivem coisas parecidas em outros países, como até mesmo no Brasil.

Minha preocupação com a tirinha foi trazer o acalento de um amor que supera e da forças (mesmo que tocando em um assunto sensível). Independente de onde vem esse amor (até de dentro de nós mesmos), é importante focar nele quando as coisas apertam. E não nos silenciarmos diante das injustiças.

Lembrar sempre que nosso silêncio é a vitória de quem nos oprime.

Então para finalizar, gostaria de deixar meu abraço a mães negras como eu, vocês não estão sozinhas. Fronteiras não nos afastam, busque os nossos, se fortaleçam. E se precisar, chorem. E depois sigam.

Para ler a tirinha completa, acesse:

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